May 2013
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Como quem beijava poetas, Como quem esteve E deixa sobre o tapete O cheiro do adeus. Ainda , Há calor nos lençóis.
Nunca contaram, É bem verdade A parte em que o alarde faísca, Suspira Torna-se cadente estrela, Ao leu no mar. Ainda, Há amor nos lençóis.
No fundo, O fim do mundo é sempre a mesma explosão, Gritando: Ainda há.
03/05/13
CDM.
retrovisor-soluvel:
“Solidão Que visita e às vezes mora Silenciar Que perturba e ecoa Ao vício que dá Me pedindo pra contar As horas pra ver O sorriso retornar (…) Um sentimento Não aceita morrer E a razão ainda frágil Não vai padecer em um conflito Que parece ser infinito Dois corpos se atraem E de tão fracos se esquecem E o desespero E a vontade de um grito Não calam o amor ...
” (…)
Dei vazão aos rios de sentimentalismo e banalidade que tu me despertava com tamanhos olhos rubros. Como? Um dia lhe explico. O que precisas saber neste momento é que: mal me lembro de qualquer outro ponto teu. Agora tu se assemelha a aqueles contos caóticos, no qual quanto mais perto do desfecho, mais afastados dos detalhes. Não consigo perceber teus resquícios sobre os meus...
April 2013
4 posts
Aos toques de Beethoven se constrói a noite janela afora, cintilante e fresca. Não há senão um dia que as perturbações sentimentais não lhe vem a mente. Precisas resolver logo como há de partir. Há dias em que o coração quer ficar, há dias em que o coração quer ruir.
Foi num tempo desses que se mantém em tons pasteis sobre os nossos olhos durante a noite. Nele, imprevisivelmente, as curvas dos...
Marte em Aquário ou Febre de Rato
“
(…)
“Mas quando te olho”
Ele continuava.
“Quando o oceano da tua íris
desfragmenta-se em tons pastéis
como se fossem favos
escravizados na mandala do teu globo,
estou tentando driblar as leis do universo,
mendigando como uma criança assustada.
Quando te olho não queria reconhecer
teu corpo fora do meu.
Eu, que já firmei-me caída e inominável no abismo.
Quando te...
Quanto dura nosso eterno?: Me deixa ver além do... →
bafejos:
Digas-me, ainda que seja em silêncio, o que meus olhos não vêem sair dos teus lábios. Só não me ocultes, moço, os vestígios que me levam ao teu âmago.
Fite-me e exale palavras como se fosse um cheiro doce, ainda que teus labores sejam amargos.
Diga-me qualquer e todo vocábulo que queiras…
Suplicávamos o infinito.
Só nos deram o mundo.
– Cecília Meireles (via juniorcunha)
March 2013
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Às vezes, uma dor me desespera…
Nestas ânsias e dúvidas em que ando.
Cismo e...
– Olavo Bilac (via doabismoasestrelas)
É preocupante pensar que lembranças tomarão minh’alma sempre que algo me remeter ao simplório passado. De certo, já me conformei quanto à ausência de determinadas presenças, sua leve evasão do meu coração. È verdade que uma parte bem pequena sempre fica? Foi como sentir a brisa outra vez, ou o gosto doce de bombons… Preocupa-me pensar que em tão poucas memórias possa haver tamanho incômodo....
Aquela era uma histórias sobre os espaços vazios que sobravam entre os seus pensamentos e o travesseiro naquelas noites confusas, em que a saudade parecia mais presente que o próprio amanhã. Uma história figurativa sobre alguém concreto, que recheava seus medos de arrepios e contestava a razão daqueles sinais que lhe diziam o que fazer. Preferia acreditar em si, a tornar-se, sem querer, um...
Ai, vontade de ficar
Mas tendo de ir embora
Ai, que amar é se ir morrendo pela...
– Vinicius de Moraes - Serenata do Adeus (via em-pleno-carnaval)
Estes teus olhos
em-pleno-carnaval:
Eu gosto tanto Eu tenho encanto Por teu sorriso Porque a coisa Que eu acho louca É a maravilha Do teu olhar Há nos teus olhos Ilhas distantes e serenas Há nos teus olhos Tantos caminhos e trilhas Há nos teus olhos Muitas estrelas Muito, muito silêncio Muito luar Teus olhos grandes Teus olhos tristes Cuja tristeza Me fez te amar
Vinicius de Moraes
Quem és tu
Quem és
Serás a sombra que me espera
Ou és a breve primavera
A...
– Vinicius de Moraes - Quem és? (via em-pleno-carnaval)
February 2013
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Cruzou por mim, veio ter comigo numa rua da baixa... →
“Porque a alma humana é um abismo”
January 2013
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“
Passou? Minúsculas eternidades deglutidas por mínimos relógios ressoam na mente cavernosa.
Não, ninguém morreu, ninguém foi infeliz. A mão – a tua mão, nossas mãos – rugosas, têm o antigo calor de quando éramos vivos. Éramos?
Hoje somos mais vivos do que nunca. Mentira, estarmos sós. Nada, que eu sinta, passa realmente. É tudo ilusão de ter passado.
”
— Carlos Drummond de...
Tornou-se ausência. Desde aquele salto dos braços da segurança em direção as incertezas materializadas em sorrisos do mundo. Sem volta, pegou o casaco e deixou um bilhete. Pretendia se tornar tudo o que quisesse, mas como outros diriam: queria ser tanta coisa!
Perdeu-se pelos tortuosos sentimentos alheios, subjetivou-se numa forma de conservar aquilo que ainda não havia sido levado pelo vento e...
December 2012
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No oeste caíra em sono leve, de pregas desnorteadas e pensamentos em vão. Não havia possibilidade de mudanças, e o vento soprava gelado sobre suas delicadas pestanas. Se fora? Voltaria?
Acabou.
Deixou instalado em si aquele sentimento absurdamente certo de algo finito. Atestou tudo de forma tão dolorida que passar os dedos sobre as letras ainda lhe causava rebeliões e uma leve vontade de desistir....
Deparei-me sensibilizada com esses encontros repentinos de dores humanas. Tais mulheres se olharam sob a perspectiva de olhos calejados pelo choro e alma manchada de noite. E ao encarar aqueles olhos castanhos emudecidos por uma ‘dor sem fim’ senti remoer em mim lascas nocivas, conhecidas pela dor esquerda e pulsante que provocam.
“Desculpe”,” Tudo bem.” Cumprimentaram-se as dores com um aceno...
Eu só ando por dentro de mim; se fui em outro lugar foi pra me ver. Não saio de...
– Diz o poeta Manoel de Barros em entrevista exclusiva. - Revista CULT
A superficialidade nos leva a um estado de lástima e abandono. Sincronia com o passado, mas só com ele. E nele não se enxerga nada mais do que as águas de um rio em uma foto. Com a tal foto não se faz poesia, pois as tais águas não umedecem nossos pulmões. E o céu coberto de nuvens aquele dia não passa de fotografia. E vive-se então dessas lembranças descabidas. Desse silencio sereno do qual o...
November 2012
4 posts
Existem pessoas que se exprimem tão bem, que agente até sente vontade de sentar na porta, com os olhos colados no papel e o queixo colado nos joelhos, à espera daquele momento em que veremos uma mente viajar em seu próprio mundo destruído ou irrigado, cheio de coisas de mais. Veremos tudo aquilo transbordando lentamente da ponta do lápis rumo à imensidão daquele papel. Escrito a tinta ou a...
Teus olhos engolem a solidão
de tão sós, de tão vãos.
É bem certo que outrora faiscavam
Chamas daquele periférico gelar estomacal
Chamas e não lhe ouvem
Não se comovem
Há outras tantas dores piores e africanas,
Dilacerantes.
Por ai.
Cala-te, egoísta e superficialmente
Como deveriam ser todas essas jovens.
O que houve?
O que deu errado com você?
Teus braços curtos guardam num laço segredos...