Just breathe..

(Source: lwphotographs, via shelterrrrr)

(Source: porkamilarodrigues)

(Source: porkamilarodrigues)

poeme-se:


É difícil quando construímos certezas mais do que absolutas no nosso coração. E acostumados com o dia a dia, com as mãos dadas, com as trocas de carinho, já não sentimos mais aquela palpitação, que de tanta, quase faz sair pela boca o que é do peito. 
A mão já não treme, desgovernadamente, sem saber por que. O sangue não sobe, as palavras não somem. Elas estão sempre ali, no ir e vir da vida, que passa. É amor, sim. Muito amor. É carinho, desses que aquece o coração, que faz a gente querer de novo o que já foi.
Mas aí, quando de repente, numa esquina qualquer dessa vida, o coração volta a bater… Haja coragem. 
Haja coragem para acreditar que o tempo desse amor passou. 
Porque não tem jeito. Paulinho já disse. Amor é assim, chega devagarinho, em silêncio. Mas quando chega, faz tudo mudar. E quando a gente da por si, ele já se amanheceu e se enluarou e já ta todo ensolarado dentro de você.
Com aqueles dois foi mais ou menos assim.
Eles se viram, se gostaram, se quiseram. Pode não ter sido na primeira ou na segunda. Mas na terceira, já não tinha mais disfarce que funcionasse. E depois era um tal de te olho aqui, samba sambei ali e vamos comigo pra lá. 
E não precisou muito mais do que isso para bagunçar a cabeça dos dois. Ela não sabia mais disfarçar a quentura no coração. Ele, por sua vez, nunca conseguiu voltar do fundo dos olhos de jabuticaba dela, tão cheio de infinitos.
Era uma e meia da manhã, de uma quinta-feira quentinha. Ela já estava dormindo quando o telefone tocou. Ele disse to aqui. Vamos? Vai ser melhor que Pasárgada.(mariana caldas) 

poeme-se:

É difícil quando construímos certezas mais do que absolutas no nosso coração. E acostumados com o dia a dia, com as mãos dadas, com as trocas de carinho, já não sentimos mais aquela palpitação, que de tanta, quase faz sair pela boca o que é do peito.

A mão já não treme, desgovernadamente, sem saber por que. O sangue não sobe, as palavras não somem. Elas estão sempre ali, no ir e vir da vida, que passa. É amor, sim. Muito amor. É carinho, desses que aquece o coração, que faz a gente querer de novo o que já foi.

Mas aí, quando de repente, numa esquina qualquer dessa vida, o coração volta a bater… Haja coragem.

Haja coragem para acreditar que o tempo desse amor passou.

Porque não tem jeito. Paulinho já disse. Amor é assim, chega devagarinho, em silêncio. Mas quando chega, faz tudo mudar. E quando a gente da por si, ele já se amanheceu e se enluarou e já ta todo ensolarado dentro de você.

Com aqueles dois foi mais ou menos assim.

Eles se viram, se gostaram, se quiseram. Pode não ter sido na primeira ou na segunda. Mas na terceira, já não tinha mais disfarce que funcionasse. E depois era um tal de te olho aqui, samba sambei ali e vamos comigo pra lá.

E não precisou muito mais do que isso para bagunçar a cabeça dos dois. Ela não sabia mais disfarçar a quentura no coração. Ele, por sua vez, nunca conseguiu voltar do fundo dos olhos de jabuticaba dela, tão cheio de infinitos.

Era uma e meia da manhã, de uma quinta-feira quentinha. Ela já estava dormindo quando o telefone tocou. Ele disse to aqui. Vamos? Vai ser melhor que Pasárgada.


(mariana caldas) 

(Source: poeme-se)

Como quem beijava poetas,
Como quem esteve
E deixa sobre o tapete
O cheiro do adeus.
Ainda ,
Há calor nos lençóis.

Nunca contaram,
É bem verdade
A parte em que o alarde faísca,
Suspira
Torna-se cadente estrela,
Ao leu no mar.
Ainda,
Há amor nos lençóis.

No fundo,
O fim do mundo é sempre a mesma explosão,
Gritando:
Ainda há.


03/05/13

CDM.

retrovisor-soluvel:

“Solidão
Que visita e às vezes mora
Silenciar
Que perturba e ecoa
Ao vício que dá
Me pedindo pra contar
As horas pra ver
O sorriso retornar
(…)
Um sentimento
Não aceita morrer
E a razão ainda frágil
Não vai padecer em um conflito
Que parece ser infinito
Dois corpos se atraem
E de tão fracos se esquecem
E o desespero
E a vontade de um grito
Não calam o amor
Que permanece”

” (…)

 Dei vazão aos rios de sentimentalismo e banalidade que tu me despertava com tamanhos olhos rubros. Como? Um dia lhe explico. O que precisas saber neste momento é que: mal me lembro de qualquer outro ponto teu. Agora tu se assemelha a aqueles contos caóticos, no qual quanto mais perto do desfecho, mais afastados dos detalhes. Não consigo perceber teus resquícios sobre os meus lábios.

Só me lembro dos olhos.

(…)”

24/11/12

CDM.



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